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domingo, 27 de novembro de 2016

Pode você acreditar em um Deus que demanda e comanda nada?

A vasta maioria de pessoas no mundo acredita que Deus existe. A questão é: Que tipo de Deus é este?

Grande parte do mundo acredita em um Deus que é um super-ser macho  que demanda obediência. Notamos também que a vasta maioria dos que acreditam em Deus acreditam que Deus está julgando, condenando e punindo quando as demandas de Deus são não satisfeitas. Agora vem O Grande E Se...

E se Deus demanda nada, julga nada, e pune nada? Faria alguma diferença? Isto importa? No esquema geral das coisas, teria isto qualquer impacto significativo em nossa experiência planetária?

Sim. Mais violência, mais brutalidade, mais mortes, e mais completa guerra tem sido cometida em nome de Deus do que sob qualquer outra bandeira. Se o mundo inteiro acreditasse que Deus não demanda nada, julga nada, e pune nada, a base espiritual para muita da retidão que subjaz, justifica e motiva comportamentos mais egrégios e auto-prejudiciais da humanidade iria evaporar.

Além disso, se julgamento e punição fossem agora ditos de fazerem nem parte do Reino de Deus, a fundação de inteiro sistema legal da humanidade seria abalada no núcleo, com muitas das leis em muitos de nossos países tendo que serem reescritas ou revogadas.

Também, se abraçássemos a noção que Deus demanda e comanda nada, muitas de nossas normas culturais, costumes e proibições seriam despojadas de sua autoridade moral, e teriam igualmente eventualmente, ter de ser abandonadas por falta de qualquer premissa ou base.

Em nenhum lugar isto é melhor ilustrado do que no caso de casamento de mesmo sexo. Exatamente como restrições contra casamento fora de fé ou raça de uma pessoa foram um dia mantidas como sendo "contra a lei de Deus"—mas agora são vistas como expressões perfeitamente aceitáveis ​​de amor,exceto em algumas seitas muçulmanas e outras comunidades religiosas ultra-fundamentalistas―então, também, ira casamento gay um dia se tornar amplamente aceito como inteiramente apropriado entre pessoas que amam profundamente uns aos outros. Isto irá ocorrer quando a totalidade da humanidade abandonar todas noções que uma expressão de amor verdadeiro que se desvia das normas sociais passadas quebra de alguma forma os mandamentos de Deus.

Se não houver mandamentos de Deus, então não podemos mais matar, não mais punir, não mais julgar, oprimir, prejudicar, restringir, limitar, ou danificar outros em o nome do Senhor. Isto acabaria com uma montanha inteira de vindicação por um enorme catálogo de crueldades humanas e atrocidades.

A questão é, iria isto também remover da experiência da humanidade uma bússola moral sobre a qual nossa espécie tem dependido? Qual iria nossa nova bússola moral ser?

Deus tem estado nos dizendo desde o início, e está se tornando mais claro a nós cada dia, que a Antiga História Cultural da humanidade sobre um Deus que é demandante e comandante é pura e simplesmente imprecisa. Está aprovado agora o remover este antigo ensinamento de nossa história atual, e parar de dizer isto para nós mesmos e para nossas crianças.

Deus demanda e comanda nada. Isto é porque Deus tem nenhuma razão para demandar ou comandar qualquer coisa. E isto é porque Deus necessita nada. Deus "necessita" nenhuma experiência—emocional, física ou espiritual―uma vez que Deus é a fonte de toda a experiência que Deus poderia ter. Como pode a fonte de algo necessitar essa coisa? Como pode a Fonte de Tudo necessitar alguma coisa? E se a Fonte de Tudo necessita nada, por que iria Esta comandar alguma coisa?

Isto é não como se algum comportamento dos nossos, como obedecer Deus, poderia causar Deus de ter uma experiência que Deus não poderia ter sem nós exibindo esse comportamento. Para colocar isso de outra forma, Deus é não dependente de nós para as necessidades inexistentes de Deus de serem satisfeitas. Há nem razão, então, de acreditar em um Deus que é tão descontente na ausência de um comportamento particular que seremos punidos horrivelmente e eternamente.

Deus é Amor, e este amor conhece nem condição nem limitação. Este é não baseado em receber qualquer coisa de volta, e é não retido porque Deus está com raiva ao ponto de condenação eterna, pela simples razão que Deus  está nunca com raiva ao ponto de condenação eterna (ou mesmo raiva de qualquer modo).

Pode você acreditar nisto? Pode você acreditar em um Deus tão magnífico, tão maravilhoso, tão livre de necessidade e livre de raiva, rancor, ou de requerimento por retribuição?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Aja como se você é divinamente livre hoje…

Neste dia de sua vida, amado ser, acredito que Deus quer que você saiba…

…que independência é o estado natural de sua alma, e Liberdade é um outro nome para Deus.

O Divino é aquilo que é totalmente livre, o tempo todo. Nada constringe-O, nada limita-O, nada impede-O ou proíbe-O ou nega-O de qualquer maneira.

Você é exatamente o mesmo. Sua alma não é nada mais do que uma Individuação da Divindade... e é absolutamente nada menos. Aja como se você é divinamente livre hoje — e veja sua vida mudar.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A culpa e o medo são os únicos inimigos do homem.

❝A culpa e o medo são os únicos inimigos do homem.
…
Não existe o “errado”. Só existe o que não lhe serve; não falar a
verdade sobre Quem Você É, e Quem Escolhe Ser.
A culpa é o sentimento que o prende a quem você não é.
…
Eu lhe digo que a culpa é uma praga que assola a terra — o veneno que mata a planta.
Você não crescerá através da culpa, apenas definhará e morrerá.
O que busca é a consciência. Mas consciência não é culpa, e amor não é medo.
Eu repito que o medo e a culpa são seus únicos inimigos. O amor e a consciência são seus verdadeiros amigos. Porém, não os confunda, porque seus inimigos o matarão, enquanto seus amigos lhe dão a vida.


Então eu não deveria me sentir “culpado” em relação a coisa alguma?

Não, nunca. O que há de bom nisso? Só lhe permite não amar a si mesmo — e isso lhe tira todas as chances de amar outra pessoa.

E eu não deveria ter medo de nada?
O medo e a cautela são duas coisas diferentes. Seja cauteloso — consciente — mas não medroso. Porque o medo apenas paralisa, enquanto a consciência mobiliza.❞


Conversando Com Deus - Livro III







segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eu sou um anarquista diferente

Anarchy Heart Switch Blue



Eu sou um anarquista de uma categoria totalmente diferente daquela de todos os anarquistas que já existiram sobre a face da terra.

Sou uma categoria composta de mim mesmo, pois o meu enfoque é completamente diferente.

Não sou contra o governo, sou contra a necessidade de governo.

Não sou contra os tribunais, sou contra a necessidade de tribunais.

Algum dia, em alguma época, vejo a necessidade de o homem ser capaz de viver sem nenhum controle — religioso ou político — pois ele seráuma disciplina em si mesmo.




Existem muitos tipos de liberdade - a social, a política, a econômica -,mas elas são apenas superficiais.

A verdadeira liberdade tem uma dimensão totalmente diferente. Ela não diz respeito ao mundo exterior, nada disso; ela emerge da nossa interioridade.

Trata-se da liberdade com relação ao condicionamento, a todos os tipos de condicionamento, às ideologias religiosas, às filosofias políticas.

Todos eles têm sido impostos por outras pessoas sobre você, têm agrilhoado você, acorrentado você, aprisionado você, têm feito de você espiritualmente um escravo.

A meditação nada mais é do que destruir todos esses grilhões, condicionamentos, a destruição de todas as prisões, de modo que você possa ficar novamente sob o céu, sob as estrelas, ao ar livre, disponível para a existência.



Osho, em "Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo"

sábado, 2 de março de 2013

Você tem a liberdade



Você tem a liberdade, independentemente do que lhe foi ensinado, independente do que poderá ainda acreditar, você tem a liberdade em qualquer dado a escolher quem você prefere ser, como você prefere agir, qual a experiência de vida que você prefere ter que você acredita que é mais representativa do “você” você é.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Maior Medo



"Nosso maior medo não é sermos inadequados.

Nossos maiores medos são os de sermos poderosos além da conta.

É nossa luz e não a nossa obscuridade que mais nos apavora.

Ser pequeno não serve ao mundo.

Não há nada de sábio em se encolher para que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.

Nós todos fomos feitos para brilhar como as crianças.

Não está apenas em alguns de nós, está em todos!

E na medida em que deixarmos nossa luz brilhar, nós, inconscientemente, damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo, na medida em que nos liberamos do nosso medo.

Nossa presença, automaticamente, libera os outros!"



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como ser uma pessoa programada





Este texto foi retirado do anuário brasileiro Humanus com adaptação de José Afonso Spínola e reduzido por mim. Eis o resumo do que precisamos fazer para sermos conduzidos:

1 - Em primeiro lugar, recuse-se terminantemente a admitir a possibilidade de que esteja sendo utilizado pelo sistema para servir os interesses pouco escrupulosos de uma minoria. Reaja com raiva e aos pontapés a qualquer insinuação de que você seja uma pessoa influenciável!

2 - Encha-se até cair de cerveja, whisky, caipirinha e outras porcarias mais. Não se esqueça de encher os seus pulmões de fumo e o seu nariz de pó! Mostre ao mundo o quanto é corajoso por não temer destruir-se. E evite ao máximo pensar que um dia terá de pagar bem caro por todos esses prazeres...

3 - Desperdice o seu tempo à vontade, mesmo sabendo que ele jamais voltará, ficando na frente da televisão durante horas a fio. Desligue-se do ambiente familiar! Afinal, o diálogo com o seu cônjuge e com os seus filhos não é mais importante que as novelas! Obrigue as pessoas que o visitem a assistirem consigo os seus programas prediletos. Faça-as esquecerem-se daquilo que foram fazer na sua casa. E no caso de telefonarem, despache-os.
Outra opção para desperdiçar o seu tempo é jogar conversa fora. Faça mexericos e afirmações sobre tudo e todos sem ter certeza de nada. Cuide só da vida alheia, esquecendo-se da sua. E se a conversa resvalar para assuntos sérios, não perca a oportunidade de gozar deles!

4 - Distraia-se das mais variadas formas, porque quanto mais distraído, melhor! Aqui, novamente, a televisão poderá prestar-lhe grandes serviços. Mas não se limite apenas às novelas e aos programas sem conteúdo: assista também a muitos filmes enlatados, de violência ou de terror; ou, ainda, acompanhe passo a passo o maior número possível daqueles tão populares programas de auditório. E que tal navegar madrugadas inteiras pelas páginas mais bizarras da internet, as de procura de parceiros conjugais, ou até mesmo os mais picantes, como os pornográficos? E ainda existem aqueles jogos incríveis de computador, esqueceu-se?
Além disso, pode passar horas íntimas viajando com excitantes e excitáveis revistas cor de rosa, ou lendo as que mexericam a vida dos artistas e de todas as que se encontram semanalmente nas livrarias. E saiba que existem vários outros meios de distracção (Ah, isso é o que o sistema mais oferece!), como clubes, bilhar, discotecas, disneylândia, excursões, centros comerciais, cinemas, restaurantes, e milhões de muitas coisas mais...
Música? Só se for da Tiazinha, da coisinha ou da garrafinha, ou então bandas sonoras de novelas. Canções com letras capazes de fazê-lo refletir por um instante... nem pensar!

5 - Engorde à vontade! Afinal, dieta é mania de modelos e manequins! Seja um freqüentador assíduo dos fast food, coma churrasco com bastante gordura, feijoadas, doces e mais doces... Seguindo esta dica à risca, não só engordará o seu corpo, como também as contas bancárias dos empresários dessas áreas...
Recuse-se a preparar os seus próprios alimentos, preferindo os enlatados e os congelados. E na altura em que sentir uma enorme energia negativa dominar o seu ser, manifestando-se em forma de irritações, depressões e outros contras, negue veementemente que a causa do seu mal estar possa estar minimamente relacionado com a sua péssima escolha alimentar.

6 - E se for pressionado pelo seu espelho a emagrecer, apele aos célebres medicamentos milagrosos destinados a esse fim. Eles farão o seu apetite desaparecer como por encanto, juntamente com... a sua saúde! Mas isso não importa, certo? Os fins justificam os meios! Depois engorde tudo novamente. E nada de interromper este processo de efeito sanfona do engorda-emagrece-engorda.
Ou então venda a sua casa para poder custear a sua hospedagem num caríssimo SPA! Lá também são ministrados esses medicamentos que tanto aprecia...
E há também a alternativa de seguir uma daquelas aborrecidas dietas propostas por artistas e atletas famosos. Não será difícil encontrá-las: basta ligar a televisão ou folhear algumas dessas revistas semanais que dão prioridade máxima aos anúncios.

7 - Depois de passar vários anos abusando da sua saúde e enchendo-se de doenças, torne-se um consumidor de remédios, fazendo desse consumo um vício: a indústria farmacêutica globalizada agradecerá! Tenha na sua casa uma gaveta cheia de comprimidos; um para dormir, um para se levantar, outros para curar as dores de cabeça, azias, indigestões, colites, úlceras, etc.
Não dispense os antibióticos. E lembre-se: o importante não é combater a causa do desgaste do organismo, mas sim fazer desaparecer, por alguns fugazes momentos, os efeitos decorrentes dos estragos!

8 - Acredite em tudo o que lê e vê na mídia. Descarte a possibilidade de que as notícias, antes de chegarem ao público, sejam "selecionadas" ou, até mesmo, deturpadas, para chegar ao público de acordo com interesses internacionais.

9 - Transforme o seu filho num marginal. Deixe-o, desde bastante novo, aos cuidados de uma educadora eletrônica, assistindo à televisão e/ou brincando com jogos de computador durante todo o dia. "Eduque-o" com base no faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço.
Além disso, minta bastante às pessoas na frente dele, justifique os seus erros em vez de os admitir e habitue-se a despejar todas as suas tensões do dia sobre a cabeça da criança até ela ficar igualzinha a você. Depois, quando ele já estiver bem tonto e confuso, inicie uma maratona pelos consultórios dos principais psicólogos da cidade a fim de tentar descobrir a causa de tão triste estado.
Na adolescência, faça vista grossa em sua educação sexual. Certamente que o seu filho poderá lhe fazer diversas surpresas, como dar sinais de desvios sexuais, contrair doenças sexualmente transmissíveis, ou então, na melhor das hipóteses... dar-lhe um neto!

10 - Esteja sempre na moda. Imite as personagens das novelas da televisão em tudo: na conduta superficial, fútil e leviana, e, principalmente, na promiscuidade. Imite os seus tiques, os seus olhares e trajes até não conseguir saber quem você é! Seja infiel, nunca se comprometa. Compre livros sem ler para ser uma pessoa espiritualizada, intelectual ou um grande vencedor! Mas não deixe de fazer psicoterapia para conseguir viver dentro deste grande hospício, em que a maioria das pessoas está igualzinha a você...

11 - Seja um fanático. Em primeiro lugar, por futebol, ficando o domingo inteiro a assistir jogos pela televisão ou então ao vivo, nos próprios estádios. Torça, grite, esperneie à vontade. E não se esqueça de ameaçar de morte o juiz e o time rival. Gaste também no carnaval todas as suas economias em fantasias...

12 - Seja um consumista compulsivo. Compre tudo o que vê pela frente, satisfaça todos os seus desejos, com supérfluos, novidades electrónicas, roupas... Esqueça as suas necessidades, as prioridades e a prudência.

E, finalmente, vivendo em permanente estado de distração, embriaguez e entorpecimento, finalmente tornar-se-á apto em ser um perfeito idiota. Estará no ponto para ser manipulado e usado. Estará colocando as suas energias, a sua saúde e o seu dinheiro ao serviço dum plano infeliz, desumano e... sinistro.

sábado, 22 de setembro de 2012

As peças que você deseja


Justamente quando parece que a vida está caindo aos pedaços, pode estar caindo em conjunto pela primeira vez.

Aprendi a confiar no processo da vida, e não tanto o resultado. Destinos quase não têm tanto valor quanto jornadas.

Então talvez você deva deixar as coisas cair em partes nesta conjuntura, se é isso que está acontecendo. Não fique segurando tão tenazmente. A coisa boa sobre coisas caindo aos pedaços é que você pode pegar somente as peças que você deseja ...


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O que é o inferno?

...
Há aqueles que dizem que Eu lhes dei o livre-arbítrio, mas essas mesmas pessoas também dizem que se vocês não me obedecerem, Eu os mandarei para o inferno. Que tipo de livre-arbítrio é esse? Isso não é duvidar de Deus - e de qualquer tipo de relacionamento verdadeiro entre nós?

Bem, agora estamos entrando em outra área que eu queria discutir, que é tudo o que diz respeito a céu e inferno. Pelo que estou entendendo, não existe inferno.

Existe, mas não é o que vocês pensam, e não o experimentam pelos motivos que apresentou.

O que é o inferno?

É a experiência do pior resultado possível de suas escolhas, decisões e criações. É a conseqüência natural de qualquer pensamento que negue a Mim, ou Quem Vocês São em relação a Mim.

É o sofrimento provocado pelo pensamento errôneo. Contudo, até mesmo o termo "pensamento errôneo" é inadequado, porque não existe o errado.

O inferno é o oposto da alegria. É insatisfação. É saber Quem e O Que Você É, e não experimentá-los. É ser menos. Isso é inferno, e não existe um maior para a sua alma.

Mas o inferno não existe como esse lugar que vocês fantasiaram, onde queimam em um fogo eterno, ou existem em um estado de tormento eterno. O que Eu ganharia com isso?

Mesmo se Eu tivesse o pensamento extraordinariamente Não Divino de que vocês não "mereciam" o céu, por que precisaria procurar algum tipo de vingança ou punição por seu fracasso? Não poderia simplesmente dar fim a vocês? Que parte vingativa de Mim exigiria que Eu os condenasse a um sofrimento eterno indescritível?

Se você responder que Eu faria isso por uma necessidade de justiça, uma simples negação de comunhão Comigo no céu não serviria ao mesmo objetivo? A imposição de um sofrimento eterno também seria necessária?

Eu digo que não há uma experiência após a morte como a que vocês imaginaram em suas teologias baseadas no medo. No entanto, há uma experiência da alma tão infeliz, tão incompleta, tão menos do que o todo, tão separada da maior alegria de Deus, que para essa alma isso seria o inferno. Mas Eu não os mando para lá, e tampouco Ihes imponho essa experiência. Vocês mesmos a criam, sempre que separam o seu Eu do seu próprio pensamento mais elevado em relação a vocês; sempre que o negam e rejeitam Quem e O Que Realmente São.

Contudo, nem mesmo essa experiência é eterna. Não pode ser, porque não é o Meu plano que vocês se separem de Mim por toda a eternidade. De fato, isso é impossível - porque nesse caso não só vocês teriam de negar Quem São, como Eu também teria de negá-lo. Isso Eu nunca farei. E enquanto um de nós se mantiver fiel à verdade em relação a vocês, ela prevalecerá.




terça-feira, 18 de setembro de 2012

Oportunidades Iguais


...sobre igualdade, estamos nos referindo a oportunidades iguais, não igualdade de fato.

A verdadeira "igualdade" nunca será obtida, e agradeça por ser assim.

Por quê?

Porque igualdade é mesmice - e a última coisa de que o mundo precisa é de mesmice.

Não - Eu não estou falando aqui de um mundo de autômatos, cada qual recebendo porções idênticas de um Governo Central do Grande Irmão.

Estou falando de um mundo no qual duas coisas são garantidas.

1 . A satisfação das necessidades básicas.
2. A oportunidade de ir além.

Com todos os recursos de seu mundo, toda a sua abundância, vocês ainda não conseguiram essas duas coisas simples. Em vez disso, capturaram em uma armadilha milhões de pessoas da camada socioeconômica inferior e projetaram uma visão do mundo que as mantêm sistematicamente ali. Estão permitindo que milhares morram a cada ano pela não satisfação de suas simples necessidades básicas.

Apesar de toda a magnificência do mundo, vocês não encontraram um modo de ser magnificentes o bastante para impedir que pessoas morram de fome, muito menos matem umas às outras. De fato, deixam crianças morrer de fome diante de seus olhos. Matam pessoas porque elas discordam de vocês.

São primitivos.
E achamos que somos muito avançados.

A principal prova de que uma sociedade é primitiva é o fato de ela se considerar avançada. Achar que é iluminada.





quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Palavra de Deus e a Verdade

Eu falo com todo mundo. O tempo todo. A pergunta não é com quem falo, mas quem ouve?

Em primeiro lugar, vamos substituir o termo falar pelo comunicar. É muito mais exato e completo. Quando tentamos falar um com o outro — Eu com você, você Comigo, enfrentamos imediatamente a incrível limitação das palavras. Por esse motivo, não me comunico apenas através de palavras. Na verdade, raramente faço isso. Minha forma mais comum de comunicação é através do sentimento.

O sentimento é a linguagem da alma.

Se quiser saber o que é verdade para você em relação a alguma coisa, veja como se sente em relação a ela.

Às vezes é difícil descobrir os sentimentos — e, com freqüência, ainda mais difícil admiti-los. Contudo, oculta em seus sentimentos mais profundos está a sua maior verdade.

O truque é entrar em contato com esses sentimentos. Eu lhe mostrarei como. Novamente. Se quiser.

...

Eu também me comunico através do pensamento. Pensamento e sentimentos não são a mesma coisa, embora possam ocorrer ao mesmo tempo. Quando Eu me comunico através do pensamento, freqüentemente uso imagens e figuras. Por isso, os pensamentos são mais eficazes do que as palavras como meios de comunicação.

Além de sentimentos e pensamentos, também uso o veículo da experiência como um importante comunicador.

E finalmente, quando os sentimentos, os pensamentos e a experiência falham, uso palavras. As palavras são de fato o comunicador menos eficaz. São mais sujeitas a erros de interpretação e compreensão.

E por que isso ocorre? Devido ao que as palavras são. As palavras são meramente expressões orais: ruídos que representam sentimentos, pensamentos e experiência. Símbolos. Não são a Verdade, a coisa real.

As palavras podem ajudá-lo a entender algo. A experiência lhe permite saber. No entanto, há algumas coisas que você não pode experimentar. Por isso, Eu lhe permiti outros meios de saber. E estes se chamam sentimentos. E também pensamentos.

O mais irônico aqui é que todos vocês têm dado muita importância à Palavra de Deus, e pouca à experiência.

De fato, vocês valorizam tão pouco a experiência que quando a sua experiência de Deus difere do que ouviram sobre Ele, automaticamente a rejeitam e se fixam nas palavras, quando deveriam fazer o contrário.

Sua experiência e seus sentimentos em relação a alguma verdade representam o que efetiva e intuitivamente sabem sobre ela. As palavras só podem tentar simbolizar esse conhecimento, e freqüentemente o confundem.

Então, esses são os meios pelos quais Eu me comunico; mas não são métodos, porque nem todos os sentimentos e pensamentos, nem todas as experiências e palavras vêm de Mim.

Muitas palavras foram proferidas por outros, em Meu nome. Muitos pensamentos e sentimentos foram provocados por causas que não foram minhas criações diretas. Muitas experiências resultam delas.

O desafio é o discernimento. A dificuldade é saber a diferença entre as mensagens de Deus e os dados de outras fontes. Isso é uma simples questão de aplicar uma regra básica:

O que vem de Mim é sempre seu Pensamento Mais Elevado, sua Palavra Mais Clara, seu Sentimento Mais Nobre. Todo o restante vem de outra fonte.

Agora a diferenciação se torna fácil, porque não deveria ser difícil nem mesmo para o aprendiz identificar o Mais Elevado, o Mais Claro e o Mais Nobre.

Ainda assim, vou dar-lhes estas orientações:

O Pensamento Mais Elevado é sempre aquele que é alegre. A Palavra Mais Clara é sempre aquela que é verdadeira. O Sentimento Mais Nobre é sempre aquele a que chamam de amor.

Alegria, verdade, amor.

Os três são intercambiáveis, e um sempre leva ao outro. Não importa em que ordem isso ocorre.

Com essas orientações é possível determinar quais mensagens são Minhas e quais vêm de outras fontes. A única dúvida que permanece é se as Minhas mensagens serão ouvidas.

Poucas são. Algumas porque parecem boas demais para serem verdade. Outras, porque parecem difíceis demais de seguir. Muitas, porque simplesmente são mal-interpretadas. A maioria, porque não é captada.

Meu mensageiro mais poderoso é a experiência, e até mesmo isso vocês ignoram. Especialmente isso.

Seu mundo não estaria nas condições atuais se vocês apenas tivessem prestado atenção às suas experiências. O resultado de não prestarem atenção a elas é que continuam a repeti-las. Porque o Meu objetivo não deixará de ser atingido e Minha vontade não será ignorada. Vocês entenderão a mensagem. Cedo ou tarde.

Porém, Eu não os forçarei a isso. Nunca. Porque Eu lhes dei o livre-arbítrio — o poder de decidir livremente — e nunca o tirarei de vocês.

E então continuarei a enviar-lhes a mesma mensagem, através dos milênios e a qualquer parte do universo em que estejam. Eu as enviarei continuamente, até que as recebam, prestem atenção a elas e as considerem suas.

Eu as enviarei em uma centena de formas, em milhares de momentos, durante bilhões de anos. Não poderão deixar de ouvi-las, se realmente prestarem atenção. Não poderão ignora-las, quando realmente as ouvirem. Dessa forma, nossa comunicação de fato começará.

Porque no passado vocês apenas falaram Comigo rezando, pedindo a Minha intervenção, fazendo súplicas. Agora posso responder-lhes, até mesmo da forma como faço aqui.




terça-feira, 28 de agosto de 2012

Liberdade é Quem Você É.


Liberdade é Quem Você É.

"Liberdade" é apenas outra palavra para "Deus". Tem sido difícil encontrar palavras em linguagem humana para descrever O Que Deus É, mas "Liberdade" é uma delas. Outra palavra para descrever Deus é ... Você.

Você e Deus são Um. Portanto, você, também, é Livre. Livre para fazer escolhas, livre para escolher suas reações e respostas para a vida, livre para ser o seu Eu autêntico.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ser livres

Nós não temos que lutar por liberdade. Nós temos que ser livres, que é um modo completamente diferente de contemplá-lo. Justamente ser livre!  

O que isso significa?  

Nós indagamos tudo que nós somos ditos.  

Nós FAZEMOS o que nós acreditamos ser certo, não o que nós acreditamos que as pessoas em nosso redor acharão aceitável, ou concordem.

Nós justamente vivemos nossas vidas em liberdade.  

Eu acho isso, portanto eu viverei minha vida no modo que eu penso. E eu farei isso naquele modo do que eu acho, ao invés do que eu acho que outras pessoas acharão aceitável de mim, porque isto é diferente do que eles acreditam.  

Isto é uma questão de ser livre. E isso é um estado de ser. Isto não é fazendo, isto é um estado de ser.  

E uma vez que você adentra naquele estado de ser livre, e sem permitir qualquer coisa brecá-lo de ser livre, então você cria, você projeta um campo de energia, uma forma pensamento ao redor de você, um estado de ser, que lhe permite ser livre. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Meu plano é que você crie tudo que quiser.

... você não pode criar coisa alguma - um pensamento, um objeto, um evento, uma
experiência de qualquer tipo - que não seja parte do plano divino. Porque o Meu plano é que você crie tudo que quiser. Nessa liberdade está a experiência de Deus ser Deus - e esta é a experiência para a qual Eu o criei. E a própria vida.

O mal é o que você chama de mal. Contudo, até mesmo isso Eu amo, porque é apenas através do que você chama de mal que pode conhecer o bem; apenas através do que chama de obra do demônio que pode conhecer e realizar a obra de Deus. Eu não amo o quente mais do que o frio, o alto mais do que o baixo, a esquerda mais do que a direita. Tudo isso é relativo, parte daquilo que é.

Eu não amo o "bem" mais do que o "mal". Hitler foi para o Céu. Quando compreender isso, compreenderá a Deus.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

René Quinton e 3 Copos de Água do Mar

“A água do mar tem sido usado por milhares de anos por seu poder de cura. Na China, 2500 aC pai, o imperador Fu-Shi, da medicina recomenda a água do mar algas marinhas e sais marinhos para recuperar e preservar a saúde.

Na França, o pesquisador René Quinton descobriu que os elementos da água do mar foram os mesmos elementos que estão presentes nas células humanas, eo plasma do sangue e água do mar eram muito semelhantes.

A investigação continuou e 1910-1950, juntamente com o Dr. Jarricot fundou o Dispensário Marinos. Nessas clínicas de água do mar usada para curar várias doenças, entre elas: cólera, febre tifóide, tuberculose, doenças de pele e desnutrição.

Naquele momento milhares de vidas foram salvas. Havia tantas crianças desnutridas que foram salvos que eles começaram a chamar, bebês Quinton … “Assim falou a Dra. Maria Teresa Ilari, em uma oficina de capacitação realizada em mulheres Jinotepe. Ela sabia o poder curativo da água do mar, por um jornalista colombiano que tem uma moça que tinha perdido os cabelos devido à desnutrição, se recuperou. O jornalista Laureano Domínguez, a França tinha sido embalados na água do mar e do oceano chamado plasma.

artigo completo http://www.toquequantico.org/novaera.php?nva_id=205


René Quinton y su Gran Descubrimiento

domingo, 15 de julho de 2012

Um Convite para a Paz Mundial e Libertação de Tecnologia

O convite foi publicado em 6 de Junho de 2012.
Leia o texto do convite pois ele é dirigido não só aos líderes mundiais mas também a todos nós para prestarmos atenção às suas reacções.
http://keshefoundation.org/en/media-a-papers/keshe-news/316-the-world-peace-invitation-and-release-of-technology




Um Convite para a Paz Mundial e Libertação de Tecnologia

O texto abaixo é a cópia do convite oficial aos líderes dos vossos governos através das suas embaixadas na Bélgica.



Estes emails começarão a sair da Fundação e serão encaminhados para todos os embaixadores na Bélgica nas próximas duas semanas.

Publicaremos o nome do país e o endereço de email utilizado para que possa seguir o progresso da resposta do vosso governo.

Daqui para o futuro cabe a si verificar que as implicações desta tecnologia são compreendidas no seu país de origem.

Convite para a paz mundial e libertação de tecnologia
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A seguir ao encontro da Fundação Keshe com os embaixadores do mundo convidados a Bruxelas em 21 de Abril de 2012, agora o nosso convite vai para as nações do mundo através dos seus embaixadores e dos seus líderes para um encontro em 6 de Setembro de 2012 no Centro da Fundação Keshe em Ninove, Bélgica (ou em qualquer outro lugar escolhido pelas nações).



Como Vossas Excelências tiveram conhecimento, nós convidamos representantes de todos os países para a primeira apresentação da nossa tecnologia em 21 de Abril de 2012.
Os embaixadores de alguns países compareceram a esta reunião e outros decidiram ignorar o convite, devido a pressões de outras nações, e decidiram não comparecer ou desistiram no último momento.

Com este segundo convite nós convidamos de forma directa e inequívoca os líderes do vosso país a apontar indivíduos qualificados que possam tomar parte do próximo encontro na Fundação em 6 de Setembro em nome dos seus governos.

As razões para este convite e para o encontro são as seguintes:
1. Em 21 de Setembro de 2012 a Fundação Keshe irá libertar a primeira fase da sua tecnologia espacial e os sistema gravitacionais e magnéticos (Magravs) que desenvolveu, para todos os cientistas à volta do mundo em simultâneo, para produção e duplicação.

Daqui para o futuro, as fronteiras internacionais deixarão de ter significado.
Isto porque, logo que o primeiro sistema de voo tenha sido construído e colocado à disposição do público, o tempo de viagem de por exemplo de Teerão a Nova Iorque será no máximo de 10 minutos.

Os novos sistemas aéreos permitirão a cada indivíduo fazer a mesma viagem no mesmo tempo e quase sem qualquer custo para qualquer parte do planeta.
A embarcação não será detectável com a tecnologia de radar actual.

2. A crise energética será resolvida de uma só vez, e quando esta tecnologia for posta em prática, os poderes que controlam o fornecimento de energia e com isso as estruturas financeiras, ficarão de mãos vazias.

3. A escassez mundial de água será tratada e resolvida ao apresentar esta tecnologia ao público pouco depois da libertação da nossa tecnologia espacial e energética.

Como conseguimos isto?

Nos últimos 6 anos utilizámos o sistema internacional de patentes para termos a certeza que toda a nação e os maiores cientistas de todo o mundo tenham uma cópia das nossas patentes na sua posse.

(Verifiquem por favor o número de ‘downloads’ de servidores internacionais de patentes Europeias).

Desta forma evitamos o possível bloqueio desta tecnologia por qualquer indivíduo ou grupo e agora a maior parte das nações estão na posse das nossas patentes para geração de energia, sistemas médicos e viagem espacial.

Desta forma, os métodos utilizados no passado para evitar o desenvolvimento internacional foram contornados e agora todas as nações têm a mesma oportunidade para trabalhar em conjunto para verificarem se esta tecnologia está a ser desenvolvida em segurança.

O ponto principal é que a nossa tecnologia se destina para ser gratuitamente disponibilizada a todos os governos para o benefício de todos os seus cidadãos.
Através dos sistemas que desenvolvemos todas as nações podem ter acesso a toda a energia, água e alimentos que necessitem, assim como a novos métodos de cuidados de saúde e de transporte, todos a muito baixo custo.

De acordo com o seu regulamento, a Fundação Keshe e todas as suas tecnologias são da propriedade das pessoas de todo o mundo.
As patentes são os bens de cada indivíduo neste planeta e não poderão ser invocadas por pessoa, organização ou nação.
Isto significa que toda a renda gerada por esta tecnologia pertence à nação que a utiliza.

Divulgaremos a lista dos países convidados para o encontro de 6 de Setembro de 2012 e o endereço de email completo daqueles que receberam convites, cabendo a vocês como governo tornar conhecido quem da vossa nação irá comparecer a este encontro.

Quando este email chegar às vossas embaixadas, uma cópia ficará exposta no forum e website da Fundação para os vossos cidadãos tomarem conhecimento da oferta que vos está a ser feita.
Será a vossa parte informar os vossos cidadãos da vossa resposta, assim como à Fundação e nós juntaremos os nomes dos delegados assinalados e informaremos onde e como se encontram.

A seguir a este encontro, a apresentação em 21 de Setembro de 2012 será p primeiro passo do programa de ensino da Fundação Keshe para partilhar o seu conhecimento e colocá-lo nas mãos das pessoas por todo o mundo.
Assim que estas novas tecnologias e seus benefícios forem conhecidos pelo público em geral, os líderes de cada nação precisarão decidir como irão implementá-las para o benefício de todos.

Nessa altura haverá duas escolhas: ou trabalhamos juntos para melhorar a vida de todos na Terra através de padrões correctos de conduta, ou as nações avançadas do mundo verão num futuro próximo um dilúvio de imigrantes na ordem das dezenas de milhar a inundarem as grandes cidades.

Estamos preparados para apresentar a tecnologia aos vossos representantes em qualquer ambiente para que possam compreender as suas implicações e as mudanças que poderão produzir.

Daqui para o futuro, podemos assegurar que nenhuma criança ou adulto morrerá de sede ou de fome e que nenhuma nação será atacada por outra, porque as potencialidades militares da nova tecnologia são tão terrivelmente destrutivas que não teremos escolha em aceitar que lutar pelos recursos do planeta é coisa do passado.

Não tem nada de errado em proteger os recursos nacionais, mas agora, como líderes de pequenas regiões da Terra, é vossa responsabilidade verificar que os seus recursos estão disponíveis para serem compartilhados e que, com a ajuda da nossa tecnologia todas as necessidades básicas de energia, água, alimento e cuidados de saúde serão cumpridas.

A Fundação Keshe não leva em conta a cor, nacionalidade, religião ou filiação política, assim o nosso apelo dirige-se a todos os governos para escolherem uma equipa de cientistas para virem e verem as nossas tecnologias em primeira mão.
Poderão então decidir utilizá-las ou não.

Se ignorarem este convite, não demorará muito para que a vossa nação tenha que seguir a liderança de outras que decidiram desenvolvê-las.

Apelamos à vossa nação para iniciar o processo da cooperação mundial o mais depressa possível porque quando estes sistemas estiveram a funcionar, as fronteiras que separam os países não terão significado.

Definimos o cenário para uma mudança de rumo para a humanidade e nos próximos meses veremos isso a acontecer.

Num futuro próximo as pessoas virão a perceber que estamos aqui para servir e não para ser servidos, como todos os recursos estarão disponíveis a todos ao mesmo tempo e na mesma medida.
M T Keshe
Fundador e Director Interino da Stichting the Keshe Foundation
Tradução: OxV.
artigo completo em http://olharxver.blogspot.pt/2012/07/convite-irrecusavel-aos-governos.html

sábado, 7 de julho de 2012

área livre de problemas

A maior prisão em que as pessoas vivem, é o medo do que as outras pessoas irão pensar de você.
"O que acontecerá comigo se eu passar por tal situação considerada ridícula?"
É isso que guia o medo que as pessoas sentem.
E só quando você se liberta disso, é que você se da conta da prisão que você vivia antes.
O que eu aprendi com isso, foi que dessa forma é muito fácil que uns poucos consigam controlar a maioria. Tudo o que você tem a fazer é ditar as normas da sociedade. O que é considerado certo ou errado, moral ou imoral, bom ou mal, normal ou insano, possível e impossível.
E, assim, você alcança o que eu chamo de "área livre de problemas", e se você vive dentro dessa área, percebendo e acreditando nela, regrando o que você diz e pensa, então as pessoas te deixarão em paz, pois "você está dentro do normal". Assim que você sai dessa área e começa a manifestar a sua originalidade, o que os Illuminati conseguiram criar foi... toda uma população
humana de carcereiros, que pulam em cima daqueles que descumprem as normas!
É interessante reparar que, quando você chega perto de atravessar essa "área livre de problemas", com o que diz e pensa, você não fica imaginando: "o que será que o banco mundial vai achar disso?" Não. Você pensa: "o que será que os meus amigos do bar, meus colegas de trabalho, vão pensar sobre isso?"
E o que os Illuminati fizeram ao criarem essas normas, foi criar um exército de pessoas que impõem essas normas uns aos outros. — David Icke

legendas em português aqui http://youtu.be/12jQbkF4OCY?t=1h18m5s

Testemunho de Bob Dean ao Project Camelot

Se eles podem informar-se, Kerry, de quem são e o que são eles são livres!
Eles são livres.
Eles não têm que se preocupar com esso lixo mais.
certo.
E eles não vão ser... Eles não vão poder ser manipulados mais...



http://youtu.be/eh6_zl4G9Ew?t=4270s

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Imprevisibilidade


Hoje é um desses dias em que a imprevisibilidade reina absoluta, uma bênção para os que amam a liberdade, porém, maldição para os obsessivos em controlar tudo. Liberdade é reconhecer que apesar de haver limitações, essas podem ser aproveitadas para recriar a realidade de acordo com a força de vontade. Nem sempre os resultados são bem-sucedidos, porém, o próprio ato de fazer valer a liberdade é uma recompensa em si mesma. Ao mesmo tempo e paralelamente, a obsessão pelo controle, mãe de todo autoritarismo, é um tormento no início, no meio e no fim, porque atenta contra a própria natureza humana. Quem a pratica torna-se ranzinza e desconhece as delícias do amor, tendo de usar recursos materiais para criar um cenário ilusório desse.

sábado, 17 de setembro de 2011

Sobre a nudez social

*Por Viegas Fernandes da Costa

I – A genitália encoberta pela hipocrisia.
“Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder”, dizia Dora Vivacqua (1917-1967), a dançarina que entrou para a história do naturismo brasileiro sob o pseudônimo Luz del Fuego e como fundadora do primeiro clube naturista do Brasil, na Ilha do Sol, Rio de Janeiro, em 1954. 
Ativista da nudez social, Dora enfrentou o moralismo dos carolas de plantão através da exposição da sua nudez à sociedade e fundando um partido político ” o Partido Naturalista Brasileiro ” pelo qual chegou a se candidatar ao cargo de Deputada Federal. Apesar de todos os seus esforços, e do movimento que começou a se organizar a partir da sua atuação, a prática do naturismo enfrentou (e ainda enfrenta) muitas resistências em nosso país, tendo seus adeptos sofrido a repressão dos militares, da Igreja, da sociedade mal informada e daqueles que entendem a nudez humana como algo a ser explorado pela indústria pornográfica.
Ao iniciar estas breves reflexões a respeito da minha experiência com a nudez social, ocorre-me à lembrança uma matéria da revista Veja do final da década de 1990, que tratava da guerra civil na Libéria. Chamou-me especial atenção uma fotografia que exibia o cadáver de um homem nu que havia sido linchado pelos guerrilheiros e abandonado à rua. Podia-se ver todo corpo, suas feridas, a expressão de dor na face inerte e as lanhuras nos braços e pernas. Sobre o pênis, entretanto, uma espécie de tarja. Fiquei me perguntando o que seria mais obsceno: se a guerra civil e toda sorte de dor e destruição que esta provoca, onde cadáveres humanos são abandonados insepultos em meio à população que desesperadamente tenta sobreviver; ou se a exposição de um pênis aos olhos de leitores pudicos que poderiam se escandalizar, dando uma conotação sexual doentia a uma parte de um corpo humano barbaramente torturado e morto. Encaramos com naturalidade a guerra, o genocídio, a desestruturação social e a tortura, mas a nudez que nos cobre desde nosso nascimento é desnaturalizada ao ponto de um pênis supostamente chocar mais que a própria barbárie da guerra. Há, aqui, certamente, uma inversão de valores sobre a qual devemos nos questionar e incomodar.
Ao ler artigos de naturistas portugueses, deparo-me com a expressão “sociedade têxtil”, que sempre considerei pertinente e que pode ajudar a explicar a aversão da exposição da nudez total do corpo humano em sociedade para além do moral. Em 2008 Viviane Castro desfilou no carnaval carioca pela escola de samba São Clemente, “vestindo” apenas um tapa-sexo de três centímetros. Não fossem esses três centímetros, a passista seria considerada nua e sua escola perderia pontos junto aos jurados.
Em ensaio intitulado “O casaco de Marx”, Peter Stallybrass escreve que, em uma sociedade capitalista, a mercadoria “torna-se uma mercadoria não como uma coisa, mas como um valor de troca. Ela atinge a sua mais pura forma, na verdade, quando ela é mais esvaziada de particularidades e de seu caráter de coisa”. Para exemplificar sua afirmação, Stalybrass se utiliza dos usos que Karl Marx fazia do seu casaco; aqui, entretanto, quero me valer do tapa-sexo de três centímetros “vestido” por Viviane Castro. Afinal, qual a função representada pelo tapa-sexo em questão? Vestir? Cobrir uma nudez? Acaso o corpo de uma mulher restringe-se somente à vagina? À que ordem ou economia pertence a obrigatoriedade do encobrimento da genitália, ainda que ínfimo, nos regulamentos do carnaval carioca, uma festa popular que explora a sexualidade de forma tão explícita? Da mesma forma nos questionamos a respeito da moda que propõe transparências, principalmente no vestuário feminino, permitindo o vislumbrar dos seios e outras partes do corpo até então escondidas por tecidos opacos, sem entretanto fazer com que julguemos nua quem as veste. Está vestida de transparências, mas está vestida. 
Assim, qual a função da transparência na sociedade têxtil? O que faz com que uma mulher ou um homem sintam-se vestidos na praia, ainda que trajando minúsculos biquinis e sungas?

Certa vez ouvi um historiador da indumentária dizer que a moda ainda cometerá muitas ousadias, entretanto, jamais a de propor, seriamente, a nudez total para o ser humano, sob o risco de destruir a si e à indústria que alimenta. Tinha razão. O que liga o tapa-sexo, o casaco de Marx, as roupas transparentes, as sungas e os biquinis ínfimos é justamente o fato de estarem esvaziados do seu caráter de coisa, como disse Stalybrass. Tais objetos são, na realidade, representação, e possuem um caráter de mercadoria. O uso que fazemos deles, enquanto mercadoria, nem sempre corresponde a uma certa função de coisa que lhes possa ser inerente. Viviane Castro não “vestiu” o tapa-sexo de três centímetros para cobrir sua nudez, mas para atender às exigências de um discurso; da mesma forma que Marx não utilizava seu casaco para exclusivamente se proteger do frio, mas também para aparentar distinção a fim de que pudesse ser aceito na biblioteca onde fazia suas pesquisas. Quando vamos à praia vestidos de fios-dentais e sungas, oficialmente estamos atendendo também a uma ordem discursiva de pudicícia; entretanto, não é exatamente pudico nosso critério de escolha quando estamos em uma loja comprando a roupa de praia para o próximo verão. Todos sabemos o quanto uma roupa pode fetichizar nosso corpo, e é este poder de fetichização que muitas vezes buscamos quando nos postamos diante do espelho de um provador. Assim, ao escondermos, mostramos, e na maioria das vezes mostramos algo que não existe senão no desejo, seja no de exibir, seja no de ver. Não quero aqui, porém, incorrer no mesmo equívoco que critico. A fetichização estimulada pela idumentária não é, em si mesma, algo errado, desde que compreendida em sua dimensão cultural. Se a roupa me serve como instrumento de representação social, devo reconhecer tal fato, e não naturalizá-lo sob um discurso hipócrita que imputa aos genitais sujeira e vergonha. “Vergonhas” era como Pero Vaz de Caminha se referia às vaginas das nativas em sua carta de “achamento” ao rei de Portugal: “ali andavam entre eles três ou quatro moças, muito novas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos, caídos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha”. Vejamos, Caminha está impregnado do discurso do seu tempo, ainda assim conclui dizendo que não tinham eles, europeus cristãos, vergonha alguma em contemplar a nudez dos nativos. Compreendeu Caminha que um corpo socialmente nu, que assume assim sua condição integral de corpo ante os olhos do outro, deixa de ser apenas uma vagina, um pênis ou um par de seios?


O poder econômico reprimiu nossa nudez e agora pode vendê-la; o poder simbólico da ética judaico-cristã, moldada no elogio da dor e da carência, reprimiu nossa nudez, desejos e prazeres para assim melhor nos disciplinar. Disciplina que nos move para a guerra e para a fábrica; economia que nos fragmenta, fetichiza e transforma em mercadoria. Ao fim restamos como aquele cadáver fotografado, abandonado nas ruas da Libéria, a genitália encoberta pela hipocrisia.

II – Despindo espartilhos.
Quando me propus escrever um depoimento a respeito da minha experiência com a nudez social e comunidades naturistas, não pretendia tanta tergiversação sobre a nudez e a sociedade têxtil. Entretanto, faz-se necessário compreender que despir-se das vestes no seio de uma coletividade implica não apenas assumir e respeitar seu próprio corpo, bem como afrontar toda uma ordem discursiva que entende existir no corpo o contrário daquilo que defendia Dora Vivacqua, ou seja, que portamos partes pudendas, vergonhosas, sujas e incontroláveis, e que por isso mesmo devem permanecer resguardadas para a intimidade. Ordem discursiva inerente aos interesses materiais e simbólicos do nosso tempo e sociedade. Tenho consciência da falta de ineditismo das reflexões que trago aqui, afinal, a discussão sobre a nudez social é antiga nas sociedades ocidentais (e há sociedades onde esta discussão sequer se faz necessária, pois jamais alijado o corpo do direito à nudez), tendo os movimentos de nudismo se organizado, na Europa por exemplo, desde o início do século XX.
Ainda assim, no Brasil, a nudez social é mal compreendida e resiste muito preconceito em relação ao tema e seus adeptos. Após o assassinato de Luz del Fuego, em 1967, o então chamado movimento naturalista começou a se dispersar, e sobraram alguns poucos adeptos do nudismo, que enfrentavam a marginalização e se entregavam à prática em praias de difícil acesso, estado agravado pela ditadura militar brasileira. Segundo narra Celso Rossi, em seu livro “Naturismo: a redescoberta do homem”, foi apenas a partir da segunda metade da década de 1980 que um movimento organizado, autointitulado naturista, começou a se desenvolver a partir da Praia do Pinho, no litoral catarinense. À época a Praia do Pinho, localizada no município de Balneário Camboriú, era acessada por uma estrada de terra bastante íngreme e em péssimo estado de conservação, o que atraía os praticantes da nudez social para aquele local, já que tornava-o pouquíssimo frequentado. Após uma reportagem sensacionalista da revista Manchete, em 1984, a Praia do Pinho foi apresentada ao país como um local onde pessoas nuas tomavam banho de sol e mar, atraindo para lá toda sorte de curiosos e a atenção das autoridades públicas e das forças de repressão. Como resposta à invasão de curiosos e à repressão aos naturistas frequentadores do Pinho, alguns destes começaram a organizar um movimento que, em 1986, resultou na Associação Amigos da Praia do Pinho e na redação de um Código de Ética Naturista. Dois anos depois, em 1988, ainda a partir do Pinho, foi fundada a Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). Como se vê, uma história bastante recente. Segundo o “Guia brasileiro de naturismo”, publicado na edição de número 10 da revista “Brasil Naturista” (dezembro/2010), são pouco mais de vinte as áreas onde a nudez social é legalmente institucionalizada e praticada em todo território nacional, e estima-se em aproximadamente 300 mil o número de naturistas brasileiros declarados.
Foi justamente na Praia do Pinho, há poucos anos, que, acompanhado de minha esposa, passei a experienciar a nudez social. Experiência e vivência que pretendo brevemente discutir agora.
Considerando o fato de vivermos inseridos em uma sociedade profundamente hedonista, onde o culto a um corpo “perfeito”, padronizado nos discursos da moda, da mídia e da medicina estética, leva uma imensa quantidade de pessoas às academias de ginástica, mesas de cirurgia e aos balcões das lojas de sumprimentos alimentares e inibidores de apetite, o imaginário a respeito da geografização do nosso corpo muitas vezes potencializa nossas neuroses e nosso medo da nudez. Ou seja, além de toda a ordem discursiva que procura cercear nosso direito à nudez, tememos também nos despir por nos acharmos feios e disformes. Que nossa nudez agredirá o olhar do outro não apenas pela nudez em si mesma, mas porque nosso corpo nú, em particular, não condiz com uma norma estética, arbitrariamente idealizada, mas que muitas vezes reconhecemos como socialmente legítima. Internalizamos a crença de que estar fora desta idealização agride não apenas ao olhar que busca o “belo” em meu corpo, mas que permite ao outro me julgar não apenas como feio, mas também como um desleixado, por ter permitido que a indisciplina moldasse minhas carnes, ou, e ainda pior, como um fracassado, já que não perseverei no “cuidado de mim”. Assim, despir-se das vestes em público significa ato não apenas de ruptura com uma moral que encontra em nossos corpos partes pudendas, naturalmente obscenas, e por isso necessárias de serem encobertas, como já discutimos, mas também ato de assunção do próprio corpo enquanto estrutura integral e natural, apesar de todas as interferências culturais que sobre si recaem. Conviver socialmente com o corpo completamente descoberto significa, também, compreender uma mudaça de valoração social. Enquanto sujeitos múltiplos, continuaremos representando papeis, ainda que nús; porém, o fetiche que a sociedade têxtil imprime sobre nossos corpos através da indumentária e do jogo de esconder e revelar que esta estimula, na prática da nudez social dá lugar a outro nível de valoração, que considera o sujeito naquilo que este diz e na maneira como age no interior do grupo. Persistem com a prática da nudez social – não sejamos românticos – camadas de preconceito para consigo e para com o outro; entretanto, a primeira camada de julgamento social que tecemos quando avistamos alguém trajado com sua fantasia no seio de uma sociedade têxtil, desaparece. Serei julgado quando me fizer conhecer, e não apenas pelas etiquetas que exibo afixadas nos panos que me cobrem. E o que parece um geste breve, de pouca importância, resulta em um processo de novos despires onde pré-conceitos podem dar lugar a relações pautadas por conceitos, construídos a partir do conhecimento, do diálogo e da interação. Conceito que construímos não apenas a respeito do outro, bem como a respeito de nós mesmos; ou seja, a nudez social estimula a alteridade.
Sabemos, portanto, do quão transgressor pode se caracterizar o gesto de tirar a roupa e conviver socialmente sem esta. Insisto lembrar que o caráter transgressor da nudez está relacionado com o contexto social em que se insere, em nosso caso, a sociedade têxtil. A transgressão e ousadia do ato parece ainda maior quando se trata de corpos que a sociedade classificou como “defeituosos ou deficientes”. Ou seja, que por alguma característica que manifesta, afasta-se da imagem que temos de um corpo normal, construída em nosso imaginário. Digo isso de experiência própria, já que carrego em meu corpo as marcas de uma doença neuromuscular que me atrofiou os membros inferiores e superiores, e provocou “deformidades” em minha coluna e tórax. Então, além da necessidade de se descontruir todo discurso moralista, higiênico e jurídico que recai sobre a nudez social, a pessoa, cujo corpo se apresenta marcado por “deformidades”, necessita desconstruir o estigma que internalizou a partir de uma série de discursos limitadores e deformadores do portador de direitos especiais. Ao dizer isto, ocorre-me o caso de Emma Müller, filha do naturalista alemão Fritz Müller (1822-1897), radicado no Vale do Itajaí a partir de 1852. Emma possuía uma doença que lhe afetou o desenvolvimento físico e mental, e era, por este motivo, afastada do convívio social. Este caso chama ainda mais atenção quando sabemos que Fritz Müller, renomado cientista, foi um dos principais defensores da teoria evolucionista desenvolvida por Darwin. Temos consciência que situações de afastamento social, como no caso de Emma, não eram excessões, mas regra, no século XIX; e que apesar de todos os avanços jurídicos e de todas as mudanças culturais que presenciamos em nosso país naquilo que se refere aos direitos e às condições das pessoas portadoras de direitos especiais, ainda agora, em pleno século XXI, aquele que carrega no corpo os estigmas de uma doença ou trauma físico precisa lutar não apenas contra o preconceito social, mas principalmente contra os estigmas que internalizou e assumiu como reais. Se Malcom X ensinou às mulheres negras estadunidenses a se olharem no espelho e se reconhecerem enquanto belas, da mesma forma, cada sujeito, independente de suas “marcas pessoais”, deve aprender o mesmo.
Peço desculpas ao leitor se me estendi em demasia para dizer o que parece óbvio, mas ao pensar a respeito da minha experiência particular com a prática da nudez social, primeiramente na Praia do Pinho (um balneário preponderantemente turístico), e posteriormente na Colina do Sol (uma comunidade naturista), necessitei compreender as razões das dificuldades do ato de me despir, ainda que muito o desejasse; e percebi que tais razões perpassam toda uma teia que imbrica discursos e estratégias que se configuram no político e no pessoal, e que contribuíram na minha subjetivação. Ao compreender isto, percebi então a dimensão libertadora da nudez social. Libertadora porque contribuiu, primeiramente, para um processo de reconhecimento e aceitação pessoal, o que alterou estruturas internas, psicológicas. Ao me aceitar com todas as marcas que me constituem e me apresentam aos olhos do outro, nego a este outro o direito de me envergonhar, porque não há corpo que não carregue sua parcela de “graça” e “desgraça”. Quando despidos dos espartilhos contemporâneos, das vestes que nos imprimem uma ortopedia social, percebemos que não há liberdade na idealização, que o verdadeiro “Frankenstein” é aquele que obedece a todas as medidas, e que não pode, portanto, ser humano, ainda que tocado pela civilização. Só há “graça” na diferença, pois apenas a diferença pode oportunizar a conciliação, o congraçamento.
Assim, ao despir-me, na Praia do Pinho, reconheci a “graça” em mim, o “cuidado de si” não para atender às necessidades estéticas do outro, mas para a minha conciliação comigo mesmo, em um processo de reconhecimento da minha integralidade. Da mesma forma como o corpo de Viviane Castro não se resume à vagina, o meu não se resume ao pênis ou aos pés atrofiados, por exemplo, que até então escondia dos olhos que não fossem meus. Daí este sentido libertador que a nudez social significou para mim, e que se aprofundou depois que passei a frequentar a comunidade naturista Colina do Sol, no município gaúcho de Taquara. Em vida comunitária, a nudez social estabelece outros tipos de relações, ainda mais honestas, e as possibilidades da assunção integral de si são maiores e mais intensas.
Agora, ao finalizar estas linhas, recordo-me de uma situação que talvez possa sintetizar o que procurei compartilhar aqui. Há algum tempo, quando conversando com amigos a respeito da prática social da nudez, expliquei que em minha residência, na maior parte do tempo, não vestia qualquer tipo de roupa, e quando acaso aparecia alguma visita, era assim, nú, que a recebia. Neste momento um amigo interpelou-me, argumentando que tal prática não era adequada, já que eu deveria respeitar minhas visitas. Penso que foi justamente esta fala deste amigo que me levou a escrever estas linhas. Tal qual Dora Vivacqua, também não posso conceber que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder. Nasci nú, e nú fui primeiramente reconhecido. Desrespeito seria, portanto, aceitar que alguma parte minha deve causar vergonha a um amigo, que algo em meu corpo é, em essência, imoral ou indigno. Afinal, neste caso, a depravação não está na carne que se mostra, mas no olhar que julga.



* Viegas Fernandes da Costa é escritor e historiador. Autor dos livros “Pequeno álbum”, “De espantalhos e pedras também se faz um poema” e “Sob a luz do farol”. A publicação deste texto está permitida desde que mantido na íntegra e citado o autor.          http://viegasdacosta.blogspot.com/2011/01/sobre-nudez-social.html
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