É dito a vocês que Deus é perdão e compaixão - contudo, se não pedirem esse perdão do "modo certo", se não "procurarem Deus" adequadamente, suas súplicas não serão ouvidas e atendidas.
Isso não seria tão ruim se houvesse apenas um modo adequado, mas há tantos sendo ensinados quanto há mestres para ensiná-los.
Por isso, a maioria de vocês passa a maior parte da vida adulta procurando o modo "certo" de adorar, obedecer e servir a Deus. A ironia de tudo isso é que Deus não quer a sua adoração, não precisa da sua obediência e não é necessário que sirvam a Deus.
Esses comportamentos são os historicamente exigidos dos súditos pelos monarcas —geralmente egomaníacos, inseguros e tirânicos. Não são de modo algum exigências divinas —e parece notável que até agora o mundo não tenha concluído que são falsas, não tendo nada a ver com as necessidades ou os desejos da Divindade.
A Divindade não tem necessidades. Tudo Que É, é exatamente isso: tudo que é. Portanto, por definição não tem necessidades e nem deseja coisa alguma.
Se vocês escolherem acreditar em um Deus que precisa de alguma coisa —e fica tão ofendido se não a tiver que pune aqueles de quem esperava recebê-la— então terão escolhido acreditar em um Deus muito inferior. Na verdade, serão Filhos de um Deus Inferior.
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terça-feira, 7 de julho de 2015
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Neste dia de sua vida, amado ser, acredito que Deus quer que você saiba…
…que a doença não é um sinal de fraqueza espiritual, mas de força espiritual.
Quando adoecemos, há alguns que dizem: "Por que você criou isso para si mesmo?" Eles podem convencê-lo a ver isso como um sinal de fraqueza espiritual ou fracasso. Não é. É um sinal de força espiritual.
Todos os desafios são um sinal de força espiritual, e da disposição da alma de seguir em frente, de desenvolver ainda mais.
…que a doença não é um sinal de fraqueza espiritual, mas de força espiritual.
Quando adoecemos, há alguns que dizem: "Por que você criou isso para si mesmo?" Eles podem convencê-lo a ver isso como um sinal de fraqueza espiritual ou fracasso. Não é. É um sinal de força espiritual.
Todos os desafios são um sinal de força espiritual, e da disposição da alma de seguir em frente, de desenvolver ainda mais.
sábado, 8 de junho de 2013
Se questioná-las, começará a pensar!
Voltem-se para a espiritualidade. Esqueçam-se da religião.
Porque ela não é boa para vocês. Compreenda que para a religião organizada ser bem-sucedida, tem de fazer as pessoas acreditarem que precisam dela. Para as pessoas terem fé em alguma coisa, tem de primeiro perder a fé em si mesmas. Por isso, a primeira tarefa da religião organizada é fazê-lo perder a fé em si mesmo. A segunda é fazê-lo ver que ela tem as respostas que você não tem. E a terceira e mais importante é fazê-lo aceitar as suas respostas sem questioná-las.
Se questioná-las, começará a pensar! Se pensar, começará a se voltar para aquela Fonte Interior. A religião não pode permitir que faça isso, porque você poderá ter uma resposta diferente da dela. Por esse motivo, a religião tem de fazê-lo duvidar de seu Eu; de sua própria capacidade de ter um pensamento lógico.
O problema para a religião é que com muita freqüência o tiro sai pela culatra - porque se você não pode deixar de duvidar dos seus próprios pensamentos, como pode não duvidar das novas idéias sobre Deus que a religião lhe deu?
Logo até mesmo duvidará da Minha existência - do que, ironicamente, nunca duvidou. Quando vocês viviam de acordo com o seu conhecimento intuitivo, talvez não Me entendessem muito bem, mas sabiam definitivamente que Eu estava lá!
Porque ela não é boa para vocês. Compreenda que para a religião organizada ser bem-sucedida, tem de fazer as pessoas acreditarem que precisam dela. Para as pessoas terem fé em alguma coisa, tem de primeiro perder a fé em si mesmas. Por isso, a primeira tarefa da religião organizada é fazê-lo perder a fé em si mesmo. A segunda é fazê-lo ver que ela tem as respostas que você não tem. E a terceira e mais importante é fazê-lo aceitar as suas respostas sem questioná-las.
Se questioná-las, começará a pensar! Se pensar, começará a se voltar para aquela Fonte Interior. A religião não pode permitir que faça isso, porque você poderá ter uma resposta diferente da dela. Por esse motivo, a religião tem de fazê-lo duvidar de seu Eu; de sua própria capacidade de ter um pensamento lógico.
O problema para a religião é que com muita freqüência o tiro sai pela culatra - porque se você não pode deixar de duvidar dos seus próprios pensamentos, como pode não duvidar das novas idéias sobre Deus que a religião lhe deu?
Logo até mesmo duvidará da Minha existência - do que, ironicamente, nunca duvidou. Quando vocês viviam de acordo com o seu conhecimento intuitivo, talvez não Me entendessem muito bem, mas sabiam definitivamente que Eu estava lá!
Foi a religião que criou os agnósticos.
Qualquer pensador lúcido que veja o que a religião tem feito deve presumir que a ela não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração do homem de temor a Deus, quando antes ele amava Aquele Que É em todo o seu esplendor.
Qualquer pensador lúcido que veja o que a religião tem feito deve presumir que a ela não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração do homem de temor a Deus, quando antes ele amava Aquele Que É em todo o seu esplendor.
terça-feira, 26 de março de 2013
Maestria não é medida pelo número de coisas terríveis que você elimina de sua vida…
Maestria não é medida pelo número de coisas terríveis que você elimina de sua vida, mas pelo número de vezes que você elimina de chamá-las terríveis.
O Buda trouxe sofrimento para si mesmo, para olhar na face disso, para ver se ele era isso, e, se não, para ver quem ele era então. Jesus se permitiu ser crucificado, para demonstrar quem ele era. E o que você pensa que você está fazendo aqui?
Por que se preocupar com este mundo relativo se não para conhecer a si mesmo em sua própria experiência? E de que outra forma de fazer isso exceto através do encontro com aquilo que você não é?
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Sua oração já foi ouvida…
Sua oração já foi ouvida.
A Maior Parte de Você que está eternamente conectada com a Maior Parte de Tudo, chamado de Deus, tem efectivamente "processado seu pedido" por um tempo agora. Você não tem que falar isso para isso ser conhecido.
Então ... a boa notícia de hoje é que o seu Perfeito Resultado está a caminho. Abençoa, agora, o que se apresenta, e abraça-o com gratidão. Este é o início do resto da sua vida.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A única paz no mundo que é duradoura é a Paz Interior.
Se você tirar a maior felicidade de sua vida das experiências que só podem ser obtidas no Mundo Exterior - o mundo físico fora de você - nunca quererá renunciar a nada do que acumulou, como uma pessoa e uma nação, para ser feliz.
E enquanto aqueles que "não têm" acharem que a sua infelicidade está ligada à falta de bens materiais, também ficarão presos na armadilha. Sempre desejarão o que você tem e você sempre se recusará a partilhá-lo.
É por isso que Eu disse antes que há um modo de acabar realmente com a guerra — e toda a experiência de inquietação e falta de paz. Mas é uma solução espiritual.
Em última análise, todo problema geopolítico, como todo problema pessoal, tem origem em um problema espiritual.
Toda a vida é espiritual, e portanto todos os problemas da vida têm uma origem espiritual — e são resolvidos espiritualmente.
A causa das guerras em seu planeta é que alguém tem algo que alguém cobiça. Isso é o que leva alguém a fazer algo que alguém não quer que faça.
Todos os conflitos surgem do desejo inadequado.
A única paz no mundo que é duradoura é a Paz Interior.
Deixe cada pessoa encontrar a paz interior. Quando você a encontrar, descobrirá que é indispensável.
Isso significa que você simplesmente não precisa mais das coisas de seu mundo exterior. "Não precisar" é uma grande libertação. Em primeiro lugar, isso o livra do medo — de haver algo que você não terá; que você tem e perderá; e de que sem uma determinada coisa não será feliz.
Em segundo, "não precisar" o livra da raiva. A raiva é o medo manifestado. Quando você não tem nada a temer, não tem do que sentir raiva.
Você não sente raiva quando não consegue o que quer, porque seu ato de querer foi simplesmente uma preferência, não uma necessidade. Por isso não tem medo associado à possibilidade de não obtê-lo. E conseqüentemente, não tem raiva.
Você não sente raiva quando vê outras pessoas fazendo o que não quer que façam, porque não precisa de que elas façam ou não uma determinada coisa. Conseqüentemente, não tem raiva.
Você não sente raiva quando alguém é grosseiro, porque não precisa de que essa pessoa seja gentil. Não sente raiva quando alguém não o ama, porque não precisa de que essa pessoa o ame. Não sente raiva quando alguém é cruel ou tenta prejudicá-lo, porque não precisa de que essa pessoa se comporte de outro modo, e sabe que não pode ser prejudicado.
Você nem mesmo sente raiva se alguém tentar tirar a sua vida, porque não teme a morte.
Quando o medo é tirado de você, tudo o mais pode ser tirado e não sentirá raiva.
Você sabe em seu íntimo, intuitivamente, que tudo que criou pode ser recriado, ou — mais importante ainda — que isso não importa.
Quando você encontra a Paz Interior, nem a presença nem a ausência de uma pessoa, de um lugar ou de uma coisa, nem uma condição, uma circunstância ou uma situação pode ser o Criador de seu estado mental ou a causa de sua experiência de ser.
Isso não significa que você rejeita todas as coisas do corpo. Longe disso. Significa que você experimenta estar plenamente em seu corpo e os prazeres disso, como nunca experimentou antes.
Contudo, seu envolvimento com as coisas do corpo será voluntário, não obrigatório. Você experimentará fisicamente sensações porque escolhe experimentá-las, não porque é obrigado a fazê-lo para se sentir feliz ou justificar a tristeza.
Essa única e simples mudança, tentar encontrar a paz interior — poderia, se fosse feita por todas as pessoas, acabar com as guerras, com os conflitos e com as injustiças, e proporcionar ao mundo uma paz duradoura.
Não há nenhuma outra fórmula necessária, ou possível. A paz do mundo é uma coisa pessoal! O que é preciso não é de uma mudança de situação, mas de consciência.
E enquanto aqueles que "não têm" acharem que a sua infelicidade está ligada à falta de bens materiais, também ficarão presos na armadilha. Sempre desejarão o que você tem e você sempre se recusará a partilhá-lo.
É por isso que Eu disse antes que há um modo de acabar realmente com a guerra — e toda a experiência de inquietação e falta de paz. Mas é uma solução espiritual.
Em última análise, todo problema geopolítico, como todo problema pessoal, tem origem em um problema espiritual.
Toda a vida é espiritual, e portanto todos os problemas da vida têm uma origem espiritual — e são resolvidos espiritualmente.
A causa das guerras em seu planeta é que alguém tem algo que alguém cobiça. Isso é o que leva alguém a fazer algo que alguém não quer que faça.
Todos os conflitos surgem do desejo inadequado.
A única paz no mundo que é duradoura é a Paz Interior.
Deixe cada pessoa encontrar a paz interior. Quando você a encontrar, descobrirá que é indispensável.
Isso significa que você simplesmente não precisa mais das coisas de seu mundo exterior. "Não precisar" é uma grande libertação. Em primeiro lugar, isso o livra do medo — de haver algo que você não terá; que você tem e perderá; e de que sem uma determinada coisa não será feliz.
Em segundo, "não precisar" o livra da raiva. A raiva é o medo manifestado. Quando você não tem nada a temer, não tem do que sentir raiva.
Você não sente raiva quando não consegue o que quer, porque seu ato de querer foi simplesmente uma preferência, não uma necessidade. Por isso não tem medo associado à possibilidade de não obtê-lo. E conseqüentemente, não tem raiva.
Você não sente raiva quando vê outras pessoas fazendo o que não quer que façam, porque não precisa de que elas façam ou não uma determinada coisa. Conseqüentemente, não tem raiva.
Você não sente raiva quando alguém é grosseiro, porque não precisa de que essa pessoa seja gentil. Não sente raiva quando alguém não o ama, porque não precisa de que essa pessoa o ame. Não sente raiva quando alguém é cruel ou tenta prejudicá-lo, porque não precisa de que essa pessoa se comporte de outro modo, e sabe que não pode ser prejudicado.
Você nem mesmo sente raiva se alguém tentar tirar a sua vida, porque não teme a morte.
Quando o medo é tirado de você, tudo o mais pode ser tirado e não sentirá raiva.
Você sabe em seu íntimo, intuitivamente, que tudo que criou pode ser recriado, ou — mais importante ainda — que isso não importa.
Quando você encontra a Paz Interior, nem a presença nem a ausência de uma pessoa, de um lugar ou de uma coisa, nem uma condição, uma circunstância ou uma situação pode ser o Criador de seu estado mental ou a causa de sua experiência de ser.
Isso não significa que você rejeita todas as coisas do corpo. Longe disso. Significa que você experimenta estar plenamente em seu corpo e os prazeres disso, como nunca experimentou antes.
Contudo, seu envolvimento com as coisas do corpo será voluntário, não obrigatório. Você experimentará fisicamente sensações porque escolhe experimentá-las, não porque é obrigado a fazê-lo para se sentir feliz ou justificar a tristeza.
Essa única e simples mudança, tentar encontrar a paz interior — poderia, se fosse feita por todas as pessoas, acabar com as guerras, com os conflitos e com as injustiças, e proporcionar ao mundo uma paz duradoura.
Não há nenhuma outra fórmula necessária, ou possível. A paz do mundo é uma coisa pessoal! O que é preciso não é de uma mudança de situação, mas de consciência.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
"Ninguém faz qualquer coisa inadequada, dado o seu modelo de mundo."
Este não é um dia para lembrar a violência, mas para memorializar a sua decisão de curar cada ferida que poderia causar isso.
Existe uma questão que ninguém irá pedir daqueles que usam a violência para exprimir os seus pontos: O que te machuca tanto que você sente que tem de me machucar, a fim de curar isso?
Isso não faz tolerar a violência, mas pode ajudar-nos a compreender - e entender como pará-la. CcD diz: "Ninguém faz qualquer coisa inadequada, dado o seu modelo de mundo." Abraçar a sabedoria nestas onze palavras pode mudar o curso da história humana.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Exatamente Aqui, Justamente Agora
Tudo é perfeito Exatamente Aqui, Justamente Agora. E Exatamente Aqui Justamente Agora é tudo que existe.
Esqueça o passado. Isso não existe, exceto em sua memória. Solta-o. E pare de se preocupar em como você vai passar amanhã. A vida está acontecendo Exatamente Aqui, Justamente Agora - preste atenção a isso e tudo ficará bem.
Abrace o momento presente com gratidão e admiração, e você vai transformá-lo em tudo o que você estava esperando.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Oportunidades Iguais
...sobre igualdade, estamos nos referindo a oportunidades iguais, não igualdade de fato.
A verdadeira "igualdade" nunca será obtida, e agradeça por ser assim.
Por quê?
Porque igualdade é mesmice - e a última coisa de que o mundo precisa é de mesmice.
Não - Eu não estou falando aqui de um mundo de autômatos, cada qual recebendo porções idênticas de um Governo Central do Grande Irmão.
Estou falando de um mundo no qual duas coisas são garantidas.
1 . A satisfação das necessidades básicas.
2. A oportunidade de ir além.
Com todos os recursos de seu mundo, toda a sua abundância, vocês ainda não conseguiram essas duas coisas simples. Em vez disso, capturaram em uma armadilha milhões de pessoas da camada socioeconômica inferior e projetaram uma visão do mundo que as mantêm sistematicamente ali. Estão permitindo que milhares morram a cada ano pela não satisfação de suas simples necessidades básicas.
Apesar de toda a magnificência do mundo, vocês não encontraram um modo de ser magnificentes o bastante para impedir que pessoas morram de fome, muito menos matem umas às outras. De fato, deixam crianças morrer de fome diante de seus olhos. Matam pessoas porque elas discordam de vocês.
São primitivos.
Por quê?
Porque igualdade é mesmice - e a última coisa de que o mundo precisa é de mesmice.
Não - Eu não estou falando aqui de um mundo de autômatos, cada qual recebendo porções idênticas de um Governo Central do Grande Irmão.
Estou falando de um mundo no qual duas coisas são garantidas.
1 . A satisfação das necessidades básicas.
2. A oportunidade de ir além.
Com todos os recursos de seu mundo, toda a sua abundância, vocês ainda não conseguiram essas duas coisas simples. Em vez disso, capturaram em uma armadilha milhões de pessoas da camada socioeconômica inferior e projetaram uma visão do mundo que as mantêm sistematicamente ali. Estão permitindo que milhares morram a cada ano pela não satisfação de suas simples necessidades básicas.
Apesar de toda a magnificência do mundo, vocês não encontraram um modo de ser magnificentes o bastante para impedir que pessoas morram de fome, muito menos matem umas às outras. De fato, deixam crianças morrer de fome diante de seus olhos. Matam pessoas porque elas discordam de vocês.
São primitivos.
E achamos que somos muito avançados.
A principal prova de que uma sociedade é primitiva é o fato de ela se considerar avançada. Achar que é iluminada.
A principal prova de que uma sociedade é primitiva é o fato de ela se considerar avançada. Achar que é iluminada.
http://books.google.com.br/books?id=yPXuDqaBtAEC&pg=PA250

sexta-feira, 22 de julho de 2011
Estamos ensinando nossos filhos em que pensar, em vez de ensiná-los a pensar?
![]() |
| Child boy face with butterfly by Hagerty Ryan, U.S. Fish and Wildlife Service |
...A maior parte da raça humana decidiu que o significado, o objetivo e a função da educação é fornecer conhecimento – em geral, o conhecimento acumulado da família, do clã, da tribo, da sociedade, da nação e do mundo da pessoa.
Contudo, a educação tem muito pouco que ver com o conhecimento.
...Então tem a ver com o quê?
Com a sabedoria.
Sabedoria... Qual é a diferença?
Sabedoria é conhecimento aplicado.
Então não devemos tentar dar a nossos filhos conhecimento, mas sabedoria.(?)
Em primeiro lugar, não “tente” fazer coisa alguma. Faça. Em segundo, não ignore o conhecimento a favor da sabedoria. Isso seria fatal. Por outro lado, não ignore a sabedoria a favor do conhecimento. Isso também seria fatal. Acabaria com a educação. Em seu planeta, está acabando com ela.
Estamos ignorando a sabedoria a favor do conhecimento?
Na maioria das vezes, sim.
Como estamos fazendo isso?
Vocês estão ensinando a seus filhos em que pensar, em vez de ensiná-los a pensar.
...Quando vocês transmitem a seus filhos conhecimento, estão lhes dizendo em que pensar. Isto é, o que supõem que eles devem saber, o que querem que compreendam que é verdadeiro.
Quando vocês transmitem a seus filhos sabedoria, não lhes dizem o que saber, ou o que é verdadeiro, mas como chegar às suas próprias verdades.
Mas sem conhecimento não pode haver sabedoria.
Concordo. É por isso que Eu disse que você não pode ignorar o conhecimento a favor da sabedoria. É óbvio que uma certa quantidade de conhecimento deve ser passada de uma geração para outra. Mas a mínima quantidade possível. Quanto menos, melhor.
Deixe a criança descobrir por si mesma. Saiba que o conhecimento é perdido. A sabedoria nunca é esquecida.
Então nossas escolas deveriam ensinar o mínimo possível?
Elas deveriam mudar seu enfoque. Até agora se concentraram muito no conhecimento, dando pouca atenção à sabedoria. Muitos pais consideram ameaçadoras as aulas que desenvolvem o pensamento crítico, a solução de problemas e a lógica. Desejam que essas aulas deixem de fazer parte do curriculum, para proteger o seu estilo de vida. Porque as crianças que podem desenvolver os seus próprios processos de pensamento crítico tendem a abandonar os princípios morais, os padrões e todo o estilo de vida dos pais.
Para proteger o seu estilo de vida, vocês criaram um sistema educacional baseado no desenvolvimento da memória, não das habilidades, da criança. Elas aprendem a se lembrar de fatos e histórias inventadas – as histórias que todas as sociedades inventaram sobre si mesmas – em vez de desenvolver a habilidade para descobrir e criar as suas próprias verdades.
Os programas que fazem as crianças desenvolverem as habilidades em vez da memória são bastante ridicularizados por aqueles que imaginam que sabem o que uma criança precisa aprender. Contudo, o que vocês têm ensinado a seus filhos levou o seu mundo à direção da ignorância, não para longe dela.
...Nós mentimos para nossos filhos?
É claro que sim. Pegue qualquer livro de História e veja. Suas histórias são escritas por pessoas que querem que seus filhos vejam o mundo de um determinado ponto de vista. Qualquer tentativa de expandir os relatos históricos com uma visão mais ampla dos fatos é ridicularizada e chamada de “revisionista”. Vocês não dizem a verdade sobre seu passado para seus filhos, para que eles não os vejam como realmente são.
A maior parte da História é escrita do ponto de vista do segmento da sociedade que vocês chamariam de homens protestantes anglo-saxões. Quando as mulheres, os negros ou outras minorias dizem: “Ei, esperem um minuto. Não é assim que aconteceu. Vocês deixaram muita coisa de fora aqui”. vocês protestam e exigem que os “revisionistas” parem de tentar mudar os seus livros escolares. Não querem que seus filhos saibam como realmente aconteceu. Querem que saibam como vocês justificaram o que aconteceu...
Seu mundo se tornou violento. Eu concordo com isso. Mas não se tornou violento devido ao que vocês permitiram que suas escolas ensinassem a seus filhos, mas ao que não lhes permitiram ensinar.
Vocês não lhes permitiram ensinar que o amor é tudo que existe.
Não lhes permitiram falar sobre um amor que é incondicional...
É verdade. E não permitirão que seus filhos aprendam a celebrar a si mesmos e a seus corpos, sua condição humana e seus maravilhosos “eus” sexuais – que saibam que são, antes de tudo, seres espirituais que habitam um corpo. Tampouco tratam seus filhos como espíritos encarnados.
Nas sociedades em que a sexualidade é discutida livremente e explicada e experimentada com alegria, praticamente não há crimes sexuais, apenas um pequeno número de nascimentos que ocorrem sem ser esperados, e não são “ilegítimos” ou indesejados. Nas sociedades muito evoluídas, todos os nascimentos são bênçãos, e zela-se pelo bem-estar de mães e filhos. De fato, essas sociedades não agiriam de outro modo.
Nas sociedades em que a História não serve aos interesses dos mais fortes e poderosos, os erros do passado são abertamente reconhecidos e nunca repetidos, e uma vez é o bastante para os comportamentos claramente autodestrutivos.
Nas sociedades em que são ensinados o pensamento crítico, a solução de problemas e as habilidades necessárias para viver, em vez de fatos simplesmente memorizados, até mesmo os assim chamados atos “justificáveis” ao passado são amplamente examinados. Nada é aceito de imediato.
Como isso funcionaria? Vamos usar o nosso exemplo da Segunda Guerra Mundial. Como um sistema escolar ensinando as habilidades necessárias para viver, em vez de meramente fatos, trataria do episódio histórico de Hiroshima?
Seus professores descreveriam para suas classes exatamente o que aconteceu lá. Incluiriam todos os fatos – todos – que levaram a esse episódio. Tentariam expor as opiniões dos historiadores americanos e japoneses, dando-se conta de que há mais de um ponto de vista a respeito de tudo. Eles não pediriam para a classe memorizar os fatos, mas a desafiariam. Diriam: “Agora vocês já sabem tudo sobre Hiroshima, o que ocorreu antes e depois. Nós lhes fornecemos o máximo de ‘conhecimento’ que pudemos obter a respeito desse episódio. Qual é a ‘sabedoria’ que esse ‘conhecimento’ lhes traz? Se vocês tivessem sido escolhidos para solucionar os problemas que estavam sendo enfrentados naqueles dias, e que foram solucionados com a bomba, como iriam solucioná-los? Podem pensar em um modo melhor?”
...Qualquer um pode olhar para o passado e dizer: “Eu teria agido de modo diferente.”
Então por que vocês não agiram? Por que não olharam para o passado, aprenderam com ele e agiram de modo diferente? Eu lhe direi por quê. Porque permitir a seus filhos olhar para o passado e analisá-lo criticamente – de fato, exigir que fizessem isso como parte de sua educação – seria correr o risco de eles discordarem do modo como vocês agiram.
É claro que seus filhos discordarão de qualquer maneira. Só que vocês não lhes permitem discordar muito nas salas de aula. Então eles têm de ir para as ruas. Carregar cartazes. Rasgar cartões de recrutamento. Queimar soutiens e bandeiras. Fazer o que podem para atrair a sua atenção, para fazê-los ver. Os jovens têm gritado para vocês:
“Deve haver um modo melhor” Contudo, vocês não os ouvem. Não querem ouvi-los. E certamente não querem encorajá-los nas salas de aula a começar a ter um pensamento crítico sobre os fatos que lhes estão sendo apresentados.
Apenas os aceitem, dizem vocês para eles. Não venham aqui afirmar que fizemos as coisas errado. Apenas aceitem que as fizemos certo.
É assim que vocês educam seus filhos. É isso que têm chamado de educação...
Os jovens estão acabando com o seu estilo de vida. Sempre fizeram isso. Seu papel é encorajá-los a fazê-lo, não desencorajá-los.
Não são os seus jovens que estão desmatando as florestas tropicais. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso. Não são os jovens que Lhes estão cobrando pesados impostos, e depois usando o dinheiro para a guerra e as máquinas de guerra. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso. Não são os seus jovens que estão ignorando os problemas dos fracos e oprimidos, deixando milhares de pessoas morrer de fome todos os dias em um planeta com comida mais do que suficiente para todos. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso.
Não são os seus jovens que fazem uso da política da fraude e da manipulação. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso. Não são os seus jovens que são sexualmente reprimidos, têm vergonha de seus próprios corpos e passam essa vergonha para os seus filhos. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso. Não são os seus jovens que têm construído um sistema de valores que afirma que “poder é direito” e um mundo que resolve os problemas com violência. Eles estão pedindo que vocês parem de fazer isso.
Ou melhor, eles não estão pedindo … estão implorando...
Quando as súplicas dos jovens para mudar o mundo não são ouvidas e eles vêem que a sua causa está perdida – que vocês apesar de tudo agirão à sua própria maneira – os jovens, que não são estúpidos, fazem o que lhes resta fazer. Se não podem vencer o inimigo, unem-se a ele.
Seus jovens adotam os comportamentos de vocês. Se são violentos, é porque vocês são. Se são materialistas, é porque vocês são. Se fazem maluquices, é porque vocês fazem. Se usam o sexo de forma manipuladora, irresponsável e desonrosa, é porque os vêem fazendo o mesmo. A única diferença entre os jovens e as pessoas mais velhas é que os jovens agem às claras.
As pessoas mais velhas escondem os seus comportamentos. Acham que os jovens são cegos. Mas os jovens vêem tudo. Nada é escondido deles. Vêem a hipocrisia dos mais velhos, e tentam desesperadamente acabar com ela. Contudo, tendo tentado e fracassado, não vêem outra escolha além de imitá-la. Nisso eles estão errados, mas nunca aprenderam a agir de forma diferente. Nunca lhes foi permitido analisar criticamente o que as pessoas mais velhas faziam. Só lhes foi permitido memorizá-la.
O que você memoriza, memoriza.
Então, como deveríamos educar os nossos jovens?
Primeiro, tratem seus jovens como espíritos. Eles são espíritos, encarnados. Não é fácil para um espírito encarnar, ou se acostumar com o fato de que está encarnado. Isso é muito limitador. Então a criança chora porque está sendo subitamente muito limitada. Ouçam esse choro. Compreendam-no. E dêem a seus filhos a sensação mais profunda de “ausência de limitações” que puderem.
Depois, apresentem os seus filhos ao mundo que vocês criaram com gentileza e cuidado. Tenham muito cuidado com o que colocam em suas unidades de armazenamento de memória. As crianças se lembram de tudo que vêem e experimentam. Por que vocês batem em seus filhos no momento em que eles saem do útero? Realmente acham que esse é o único modo de fazer os seus mecanismos funcionarem? Por que levam seus bebês para longe de suas mães minutos depois de eles terem sido separados da única forma de vida que conhecem? Todos os processos de medição, pesagem e estimulação não podem esperar um pouco enquanto o recém-nascido experimenta a segurança e o conforto de quem lhe deu a vida?
Por que vocês permitem que algumas das primeiras imagens a que seus filhos são expostos sejam de violência? Quem lhes disse que isso era bom para eles? E por que vocês escondem as imagens de amor?
Por que vocês ensinam a seus filhos sentir vergonha de seus próprios corpos e de suas funções, escondendo seus corpos deles, e dizendo-lhes para nunca se tocarem de modos que lhes dão prazer?
Que mensagens vocês lhes enviam sobre o prazer? E que lições lhes ensinam sobre o corpo?
Por que vocês colocam seus filhos em escolas em que a competição é permitida e encorajada, ser o “melhor” e aprender “mais” é recompensado, o “desempenho” recebe notas e mover-se seguindo o próprio ritmo dificilmente é tolerado? O que seus filhos aprendem com isso?
Por que vocês não ensinam a seus filhos o movimento, a música e a alegria da arte, o mistério dos contos de fadas e as maravilhas da vida? Por que não trazem à tona o que já existe naturalmente nas crianças, em vez de tentar incutir-lhes o que é antinatural para elas?
E por que vocês não permitem a seus jovens aprender o pensamento lógico e crítico, a solução de problemas e a criação, usando as ferramentas de sua própria intuição e seu conhecimento interior mais profundo, em vez das regras, dos sistemas memorizados e das conclusões de uma sociedade que já provou ser totalmente incapaz de evoluir usando esses métodos, mas continua a usá-los?
Finalmente, ensinem conceitos, não matérias.
Criem um novo currículo baseado em três Conceitos Essenciais:
Consciência
Honestidade
Responsabilidade
Ensine a seus filhos esses conceitos desde o início de suas vidas. Deixem que façam parte do currículo até o último dia. Baseie todo o seu modelo educacional neles. Façam com que todo o ensino seja feito a partir deles...
Quer dizer que tudo que vocês ensinam deveria ter a sua origem neles...
Desde as primeiras cartilhas até os seus livros mais sofisticados, todos os contos, e todas as histórias e temas, girariam em torno dos conceitos essenciais. Isto é, seriam histórias de consciência, honestidade e responsabilidade. Os conceitos seriam apresentados a seus filhos e incutidos neles.
De igual modo, as tarefas de escrita girariam em torno desses Conceitos Essenciais, e de outros que derivam deles, à medida que as crianças fossem desenvolvendo a capacidade de expressar-se.
Até mesmo a computação deveria ser ensinada dentro dessa estrutura. A aritmética e a matemática não são abstrações, mas as ferramentas mais básicas do universo para ganhar a vida. O ensino da computação deveria ser colocado no contexto da experiência de vida mais ampla de um modo que chamasse atenção para os Conceitos Essenciais e seus derivados.
O que são esses “derivados”?
Para usar uma palavra comum, são ramificações. Todo o modelo educacional pode ser baseado nelas, substituindo as matérias de seu currículo atual, que ensinam principalmente fatos.
Como, por exemplo?
Bem, vamos usar a nossa imaginação. Quais são alguns dos conceitos que são importantes para você em sua vida?
...honestidade, ...a Justiça... Tratar as pessoas bem... Viver em harmonia. Ser tolerante. Não magoar as pessoas. Vê-las como iguais. Essas são as coisas que eu gostaria de ensinar aos meus filhos...
...acreditar em si mesmo...
...caminhar com dignidade... tem que ver com o modo como nos conduzimos na vida, respeitamos as outras pessoas e o caminho que elas estão seguindo.
...E há muitos outros conceitos como esses que todas as crianças devem compreender profundamente para evoluírem e se tornarem seres humanos completos. Contudo, vocês não ensinam em suas escolas essas coisas de que estamos falando agora, que são as mais importantes na vida. Não ensinam o que significa ser honesto, responsável, ter consciência dos sentimentos das outras pessoas e respeitar os seus caminhos.
Vocês dizem que cabe aos pais ensinar essas coisas. Mas os pais só podem ensinar o que aprenderam. E seus erros causam sofrimento aos filhos. Portanto, vocês estão ensinando em seus lares a mesma coisa que seus pais lhes ensinaram...
Isso não é uma questão de culpa, mas de escolha. E se vocês não são responsáveis pelas escolhas que a humanidade tem feito, e continua a fazer, quem é?...
Eu lhe digo que enquanto vocês não estiverem dispostos a se responsabilizar por todas elas, não poderão mudar coisa alguma.
Não podem continuar dizendo que eles fizeram e estão fazendo isso, lamentando que não seja a coisa certa! Lembrem-se da maravilhosa fala do personagem das histórias em quadrinhos de Walt Kelly, Pogo, e nunca se esqueçam dela:
“Nós encontramos o inimigo – nós mesmos.”
...A humanidade não evoluiu em seus instintos mais básicos muito além da era do homem das cavernas. Contudo, todas as tentativas de mudar isso são menosprezadas. Todos os pedidos para examinar os seus valores, e talvez até mesmo para reestruturá-los, são recebidos com medo e depois com raiva. Agora Eu dou a idéia de ensinar conceitos mais elevados nas escolas. Ah, estamos realmente pisando em terreno perigoso!
Ainda assim, nas sociedades muito evoluídas, é exatamente isso que é feito.
...Mais uma vez, baseado no que vocês dizem como uma raça que estão tentando fazer – que é criar um mundo melhor – eles estão errados. As escolas são exatamente os lugares adequados para essa educação. Precisamente porque não têm os mesmos preconceitos dos pais, não compartilham as suas noções preconcebidas. Você viu os resultados em seu planeta decorrentes do fato de os pais passarem os seus valores para os filhos. Seu planeta está uma confusão.
Vocês não compreendem os conceitos mais básicos das sociedades civilizadas.
Não sabem como resolver os conflitos sem violência.
Não sabem como viver sem medo.
Não sabem como agir sem interesse pessoal.
Não sabem como amar incondicionalmente.
Esses são conhecimentos básicos – básicos – e vocês nem mesmo começaram a compreendê-los totalmente, muito menos a colocá-los em prática … depois de séculos e séculos.
Há alguma saída para essa confusão?
Sim! Está em suas escolas! Na educação de seus jovens! Sua esperança está na próxima geração, e na seguinte! Mas vocês têm de parar de incutir-lhes as normas de vida antigas. Elas não funcionaram. Não os levaram onde dizem que querem ir. Contudo, se não tiverem cuidado, chegarão exatamente ao lugar para onde se dirigiram!
Então parem! Dêem meia-volta! Criem a versão maior da visão melhor que já tiveram de si mesmos como uma raça humana. Depois, peguem os valores e conceitos compatíveis com essa visão e os ensinem em suas escolas.
Por que não cursos como:
• Poder de Compreensão
• Resolução Pacífica de Conflitos
• Elementos de Relações Amorosas
• Personalidade e Criação de Si Mesmo
• Corpo, Mente e Espírito: Como Funcionam
• Criatividade Cativante
• Celebração do Eu, Valorização das Outras Pessoas
• Expressão Sexual Prazerosa
• Justiça
• Tolerância
• Diversidades e Similaridades
• Economia Ética
• Consciência Criativa e Poder da Mente
• Consciência e Despertar
• Honestidade e Responsabilidade
• Visibilidade e Transparência
• Ciência e Espiritualidade
...
Eu não estou falando de uma unidade de dois dias em um curso com a duração de um semestre, mas de cursos separados sobre cada uma dessas coisas, uma revisão completa dos currículos de suas escolas. Estou falando de um currículo baseado em valores. Seu currículo atual é em grande parte baseado em fatos.
Estou falando sobre concentrar a atenção de seus filhos tanto na compreensão dos conceitos essenciais e das estruturas teóricas em torno das quais o seu sistema de valor pode ser construído, como vocês fazem em datas, fatos e estatísticas...
Em seu planeta, vocês criaram uma sociedade na qual o pequeno Johnnie aprendeu a ler antes de sair da pré-escola, mas ainda não aprendeu a parar de morder o seu irmão. E Susie decorou nas ‘primeiras séries a sua tabuada, usando cartões vistosos e a sua memória, mas não aprendeu que não há nada de vergonhoso ou constrangedor em seu corpo.
No momento atual, suas escolas existem em primeiro lugar para fornecer respostas. Seria muito melhor se a sua função principal fosse fazer perguntas. O que significa ser honesto, responsável ou “justo”?
Quais são as implicações? O que significa 2 + 2 = 4? Quais são as implicações? As sociedades muito evoluídas incentivam todas as crianças a descobrir e criar essas respostas para si mesmas...
Eu não estou sugerindo que suas escolas nunca ensinem a seus filhos nenhuma das coisas que vocês aprenderam ou decidiram em relação a elas. Muito pelo contrário. As escolas servem a seus alunos quando partilham com os Jovens o que os Mais Velhos aprenderam e descobriram, decidiram e escolheram no passado. Os alunos podem então observar como tudo isso funcionou. Contudo, em suas escolas, vocês apresentam esses dados para os alunos como O que É Certo, quando os dados na verdade deveriam ser oferecidos como simplesmente isso: dados.
Os Dados Passados não deveriam ser a base da Verdade Atual.
Os dados de um tempo ou uma experiência anterior deveriam ser apenas a base para novas perguntas. O valor deveria estar sempre na pergunta, não na resposta.
E as perguntas são sempre as mesmas. Com relação a esses dados passados que nós lhes mostramos, vocês concordam ou discordam? O que pensam? Essa é a pergunta principal. Esse é o enfoque.
O que pensam? O que vocês pensam? O que vocês pensam?
Obviamente as crianças levarão para essa pergunta os valores de seus pais. Os pais continuarão a ter um grande papel- o mais importante – na criação do sistema de valores dos filhos. A intenção e o objetivo da escola seria incentivar os alunos, do início ao fim da educação formal, a explorar esses valores, aprender como usá-los e aplicá-los – e, sim, até mesmo a questioná-los. Porque os pais que não querem que seus filhos questionem os seus valores não os amam. Em vez disso, amam a si mesmos por meio de seus filhos...
Na Escola Waldorf, o professor acompanha os alunos em todos os níveis do aprendizado primário e do elementar. Durante todos esses anos, os alunos têm o mesmo professor, em vez de passar de um para outro. O Senhor pode imaginar o laço que se forma aqui? Pode ver o seu valor?
O professor passa a conhecer o aluno como se fosse seu filho. O aluno passa a ter um nível de confiança no professor e amor a ele que abre portas que muitas escolas tradicionais nunca sonharam que existiam. No final desses anos, o professor volta para a primeira série e começa a acompanhar outro grupo de alunos ao longo dos anos. Um professor Waldorf dedicado acabará trabalhando com apenas quatro ou cinco grupos de alunos em toda a sua carreira. Mas significará bem mais para eles do que seria possível em uma escola tradicional.
Esse modelo educacional reconhece e afirma que o relacionamento humano, e o laço e o amor partilhados nesse modelo, são tão importantes quanto quaisquer fatos que o professor possa apresentar aos alunos. É como uma educação informal, fora do lar.
...Vocês têm feito alguns progressos em seu planeta no que diz respeito à educação, mas eles são um pouco lentos. Até mesmo a tentativa de desenvolver um currículo voltado para objetivos e para o desenvolvimento de habilidades nas escolas públicas encontrou grande resistência. As pessoas consideram isso ameaçador, ou ineficaz. Querem que seus filhos aprendam fatos. Ainda assim, estão surgindo alguns avanços nesse sentido, mas ainda há muito por fazer.
E essa é apenas uma área da experiência humana que poderia lucrar com uma revisão geral, dado o que vocês dizem, como seres humanos, que estão tentando ser.
extratos de Conversando Com Deus Volume 2 – Neale Donald Walsch
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